quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Aula de Direto


Recebi um e-mail com a mensagem abaixo. Não sei quem escreveu, de quem é a história, mas o fato que achei muito interessante.
Ainda que o assunto faça parte do nosso cotidiano é bom analisar assim de vez em quando.

Segue.



Uma manhã, quando nosso novo professor de "Introdução ao Direito"
entrou na sala, a primeira coisa que fez foi perguntar o nome a um aluno que estava
sentado na primeira fila:

- Como te chamas?

- Chamo-me Juan, senhor.

- Sai de minha aula e não quero que voltes nunca mais! - gritou o
desagradável professor.

Juan estava desconcertado.

Quando voltou a si, levantou-se rapidamente, recolheu suas coisas e
saiu da sala.

Todos estávamos assustados e indignados, porém ninguém falou nada.

- Agora sim! - e perguntou o professor - para que servem as leis?...

Seguíamos assustados porém pouco a pouco começamos a responder à sua pergunta:

- Para que haja uma ordem em nossa sociedade.

- Não! - respondia o professor.

- Para cumpri-las.
- Não!

- Para que as pessoas erradas paguem por seus atos.
- Não!!

- Será que ninguém sabe responder a esta pergunta?!

- Para que haja justiça - falou timidamente uma garota.

- Até que enfim! É isso... para que haja justiça.

E agora, para que serve a justiça?

Todos começávamos a ficar incomodados pela atitude tão grosseira.

Porém, seguíamos respondendo:
- Para salvaguardar os direitos humanos...
- Bem, que mais? - perguntava o professor.

- Para diferençar o certo do errado... Para premiar a quem faz o bem...

- Ok, não está mal porém... respondam a esta pergunta:agi corretamente ao expulsar Juan

  da sala de aula?...

Todos ficamos calados, ninguém respondia.

- Quero uma resposta decidida e unânime!

- Não!! - respondemos todos a uma só voz.

- Poderia dizer-se que cometi uma injustiça?

- Sim!!!

- E por que ninguém fez nada a respeito?

  Para que queremos leis e regras se não dispomos da vontade necessária para praticá-las?


- Cada um de vocês tem a obrigação de reclamar quando presenciar uma injustiça. Todos.      

  Não voltem a ficar calados, nunca mais!


- Vá buscar o Juan - disse, olhando-me fixamente.


Naquele dia recebi a lição mais prática no meu curso de Direito.

Quando não defendemos nossos direitos, perdemos a dignidade

- e a dignidade não se negocia.

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